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The Gymnast Traveller Girl


Tu ias ficar e soubeste desde o começo. Esse presente sem me conhecer veio repleto de futuros significados e histórias, feitos ao sabor do sentimento ou seleccionados ao som do coração, que não poderiam ter sido pensados por uma pessoa que queria sair da minha vida já amanhã. Pessoas que desejam ficar para sempre marcam-nos com a sua simplicidade, presenteiam-nos com a sua humildade e tocam-nos com a sua alma. Toda a intensidade tem um preço e o nosso é uma dívida bem grande de quilómetros pulverizados de saudade. Saudade cruel que nos revoga e ao mesmo tempo mantém-nos vivos. Sem percebermos abre-se a porta que nos dá a possibilidade de renascermos. Vem de dentro. Chega de forma tímida, quase sem espaço, sufocado, mas feliz. Quando sai, já vem com um sorriso. Esteja feliz ou triste, vem com todos os dentes para fora, como se fosse uma pequena gargalhada. E ri. Ri por estar perto de quem está. Por mais que demore, uma hora deixa tudo leve, calmo e no seu devido lugar. Depois, ele retorna, para dentro de quem sente. Para dentro de quem quer sentir. O amor. E foi assim que começaste a entrar em mim.


Catarina Gonçalves
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Quero que entendas que enquanto não atravessarmos a dor da nossa própria solidão continuaremos a buscar-nos noutras metades. Para viver a dois antes é necessário sermos um. Podes te achar novo(a), mas a vida é curta de mais para nos acharmos novos ou velhos para o que quer que seja. Estamos cá de passagem e não sabemos quando o “bilhete” acaba, mas amanhã há a possibilidade de haver um dia novo. Percebes a grandiosidade disto? E tu queres continuar preso(a) ao passado? Um dia acaba os amanhãs e tu ficaste parado e preso(a) ao passado, porque foste magoado(a), foste pisado(a), bla bla bla. Ficas à espera do que? E só isso que pensas? E que importa para ti? Uma memória mal apagada é uma memória eternizada. Se queres apagar o que te dói, se passas pelos dias a querer apagar o que te dói, o máximo que vais conseguir é nunca apagares o que te dói. Amanhã vais acordar e tens a possibilidade de tudo outra vez. Podes sentir o mesmo e vais sentir o mesmo, e podes ainda sentir mais. Ainda mais, já viste bem? Mais coisas novas. Mais coisas pela primeira vez. Existe quem te deu a mão sempre que precisaste. Dão-te a possibilidade de voltares a sentir mais. Ninguém perde por dar amor, perde é quem não sabe receber. Um dos maiores erros que podes cometer é arruinar o presente, recordando o passado que já não tem futuro. Deixares que o medo do passado e a incerteza do futuro estraguem a beleza do presente. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender. É loucura deitar fora todas as oportunidades de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. A vida é curta. Perdoa rapidamente, ama verdadeiramente, ri incontrolavelmente e nunca te arrependas de nada que te faça sorrir. O teu passado nunca define o teu futuro. Tens que abrir os teus olhos sem fechar teu coração. A morte não é a maior perda da vida, a maior perda da vida é o que perdemos dentro de nós enquanto vivemos. A amar o próximo ficas agonizado de felicidade. Encontras-te contigo ao centro de ti. Ir ao centro de nós exige uma flexibilidade mental e psicológica que só alguns conseguem ter. Não é impossível voltar a sentir o amor. Se tens alguém que te dê força para isso agarra-a. Deixa sentir cada momento. O mal, muitas vezes, é querer substituir uma pessoa por outra logo de seguida, enquanto o “lugar” ainda esta quente. E ficamos sem saber o que sentimos. Muitas vezes desprezamos quem mais nos ama, para amar quem mais nos despreza. Nada que vale a pena e fácil. E quando pensas em desistir, lembra-te dos motivos que te fizeram aguentar até agora. Tens que aprender a viver sem as pessoas que vivem bem sem ti. Aprender que quando as pessoas gostam mesmo de ti, elas não voltam, elas ficam. E cada qual sabe amar a seu modo. O modo, pouco importa, o essencial é que saiba amar. O que importa na vida, não é o que és, é o que podes ser. Não é o que tens ou sentes, é o que podes sentir. Se neste momento te sentes bem o que te preenche é isto. Este exacto isto, que sentes agora, mas o que te pode preencher ainda mais é o aquilo. O aquilo que não sentes, mas que tu acreditas que podes sentir. Somos mais o que acreditamos que podemos ser do que aquilo que efectivamente, e realmente, somos. Depende de ti.


Catarina Gonçalves
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Todo o amor começa no impossível.
Fechou o computador (manteve-se aberto, mas quem quis saber dele?), desligou o telemóvel (continuou ligado, mas quem quis saber dele?) e dedicou-se a imaginá-lo nos sonhos. Foi mesmo assim: vê-lo falar nos sonhos. Olhá-lo ser. Ela sabia que fazia mal em ir, assim, sem saber porquê e farta de saber porquê. Mas um ano depois lá foi reencontrar-se com ele. Sem intenções. A medo. Ela não acreditava no amor e ainda assim ali estava, naquele festival em que duas almas aprenderam que havia amar para sempre.
Todo o amor é feito de aprendizagens.
Quando ela o viu, nada mais à volta continuou a andar. Pelo menos dentro dela. Passaram o festival (os cinco dias mais bonitos que um festival algum dia ofereceu a alguém) a falar sobre absolutamente nada, e a sentirem absolutamente tudo. Passaram o festival a amar-se sem que alguém o pudesse notar. Não houve toque (apenas um abraço, sorrateiro, na chegada à procura de descobrir o que escondeu o interior dele durante um ano), mas os dois corpos sentiram-se mais agarrados, revolvidos, amassados e alvoroçados de uma intensidade avassaladora mais do que nunca.  
Todo o amor precisa de pele para tocar.
Ela tinha medo de estar a ficar para sempre, ali, por dentro dos olhos dele. Tinha medo de voltar a sofrer por amar alguém, que simplesmente não entende que quem ama não magoa. Mas como poderia ela voltar à simples vida depois de ter reaprendido a viver com ele? Ela só olhava para ele todo (o cabelo escuro dele, o sorriso puro dele, a timidez irresistível dele) e sabia que o máximo que lhe restava, agora, era deixar o medo para trás, por mais que já tivesse entregado uma parte de si a ele há muito. Era o festival mais imortal que lhe concedeu apenas um abraço há um ano, onde havia dois corpos à procura de mais.
Todo o amor se encontra à procura de mais.
Todo o universo os esperava, naquele luar vislumbre, a amarem-se para sempre no tamanho daquela noite. Mas só o que estava por vir lhes ocuparia a memória e marcaria aquele simples (e tão corriqueiro) festival. Não sabem se foram horas se foram só minutos. Sabem que a partir dali nunca mais entenderam a vida da mesma forma. Foram ao osso do sentir. Sentiram uma paz e uma felicidade tão pura e tão expectante, que os fez sonhar consciente e inconscientemente, tantas vezes assim. Viram um no outro a pessoa que queriam, sem saberem, e quem os faz estremecer, sem quererem. Quando acordaram no dia seguinte perceberam que estavam a acordar pela primeira vez.
Todo o amor nos acorda pela primeira vez.
Lá fora, pela porta da tenda, entrava o sol que nem tinham reparado que estava ali, tão perto, tão atento. Não sabiam se voltariam a amar-se assim, mas sabiam que nunca mais deixariam de se amar. A vida, teimosa, exigiu que se separassem poucas horas depois. Ela regressou a casa, triste e feliz, do festival onde a felicidade fizera história. Ele regressou, triste e feliz, à estrada onde descobriu que o sonho era real. Não havia certeza nenhuma, nada era certo. Mas ambos partilhavam o maior dos segredos, o mais perpétuo dos mistérios da vida. Só os dois sabiam o sabor do amar.
Todo o amor guarda o segredo da vida.



Catarina Gonçalves

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Esta sou eu. A que percorre o mundo com o pé na cabeça e que para além de deixar pegadas deixa também "mãozadas" por onde quer que passa. Descobri que o mundo tem outra perspectiva quando o vemos ao contrário. Sou aquela que sempre gosta de ser diferente e que decidiu juntar estes dois amores: viajar com a ginástica. E sou feliz assim.

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