B-A-BA do amor. Depende de ti.
Quero que entendas que enquanto não atravessarmos a dor da nossa própria solidão continuaremos a buscar-nos noutras metades. Para viver a dois antes é necessário sermos um. Podes te achar novo(a), mas a vida é curta de mais para nos acharmos novos ou velhos para o que quer que seja. Estamos cá de passagem e não sabemos quando o “bilhete” acaba, mas amanhã há a possibilidade de haver um dia novo. Percebes a grandiosidade disto? E tu queres continuar preso(a) ao passado? Um dia acaba os amanhãs e tu ficaste parado e preso(a) ao passado, porque foste magoado(a), foste pisado(a), bla bla bla. Ficas à espera do que? E só isso que pensas? E que importa para ti? Uma memória mal apagada é uma memória eternizada. Se queres apagar o que te dói, se passas pelos dias a querer apagar o que te dói, o máximo que vais conseguir é nunca apagares o que te dói. Amanhã vais acordar e tens a possibilidade de tudo outra vez. Podes sentir o mesmo e vais sentir o mesmo, e podes ainda sentir mais. Ainda mais, já viste bem? Mais coisas novas. Mais coisas pela primeira vez. Existe quem te deu a mão sempre que precisaste. Dão-te a possibilidade de voltares a sentir mais. Ninguém perde por dar amor, perde é quem não sabe receber. Um dos maiores erros que podes cometer é arruinar o presente, recordando o passado que já não tem futuro. Deixares que o medo do passado e a incerteza do futuro estraguem a beleza do presente. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender. É loucura deitar fora todas as oportunidades de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. A vida é curta. Perdoa rapidamente, ama verdadeiramente, ri incontrolavelmente e nunca te arrependas de nada que te faça sorrir. O teu passado nunca define o teu futuro. Tens que abrir os teus olhos sem fechar teu coração. A morte não é a maior perda da vida, a maior perda da vida é o que perdemos dentro de nós enquanto vivemos. A amar o próximo ficas agonizado de felicidade. Encontras-te contigo ao centro de ti. Ir ao centro de nós exige uma flexibilidade mental e psicológica que só alguns conseguem ter. Não é impossível voltar a sentir o amor. Se tens alguém que te dê força para isso agarra-a. Deixa sentir cada momento. O mal, muitas vezes, é querer substituir uma pessoa por outra logo de seguida, enquanto o “lugar” ainda esta quente. E ficamos sem saber o que sentimos. Muitas vezes desprezamos quem mais nos ama, para amar quem mais nos despreza. Nada que vale a pena e fácil. E quando pensas em desistir, lembra-te dos motivos que te fizeram aguentar até agora. Tens que aprender a viver sem as pessoas que vivem bem sem ti. Aprender que quando as pessoas gostam mesmo de ti, elas não voltam, elas ficam. E cada qual sabe amar a seu modo. O modo, pouco importa, o essencial é que saiba amar. O que importa na vida, não é o que és, é o que podes ser. Não é o que tens ou sentes, é o que podes sentir. Se neste momento te sentes bem o que te preenche é isto. Este exacto isto, que sentes agora, mas o que te pode preencher ainda mais é o aquilo. O aquilo que não sentes, mas que tu acreditas que podes sentir. Somos mais o que acreditamos que podemos ser do que aquilo que efectivamente, e realmente, somos. Depende de ti.
Catarina Gonçalves

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